terça-feira, 20 de setembro de 2011

O Gênio da Matemática Brasileira

Ricardo um jovem pobre e portador de uma doença rara, campeão das Olimpíadas de Matemática a OBMEP. O país se sensibilizou com a lição deste cearense, filho de lavradores, e decidiu ajudá-lo. Ricardo ganhou até uma casa nova.
Numa pequena cidade do interior do Ceará o assunto é um só. Várzea Alegre exibe o orgulho de ter um estudante duas vezes medalha de ouro nas Olimpíadas Brasileiras de Matemática para Escolas Públicas. Mas a fama não alterou tanto a rotina do morador ilustre. Ricardo estuda cinco horas por dia, três só dedicadas à matemática.
“Na matemática o que me interessa é a exatidão, é o modo como os problemas são resolvidos. Tem certas perguntas que são aparentemente fáceis e isso nos motiva a tentar resolvê-las", diz o estudante Ricardo Oliveira da Silva. 
O desempenho de Ricardo nas olimpíadas impressionou os professores que corrigiram as provas. "Na região que eu coordeno, ele foi a melhor nota nos dois anos em que ele participou", diz o professor de Matemática Pedro Ferreira de Lima.
Foi longe dos bancos da escola que Ricardo conseguiu decifrar os números. Incentivo da mãe, agricultora, que ensinou as primeiras lições.
"Era muito fácil ensinar Ricardo porque ele tinha facilidade de aprender", lembra Francisca Oliveira da Silva, mãe de Ricardo.
Depois de alfabetizado, Ricardo trilhou quase sozinho os caminhos do conhecimento. O irmão mais novo, Ronildo, ajudou.
"Ele sempre trazia os livros para matar a minha curiosidade, eu sempre procurava entender como as coisas aconteciam, eu tenho tipo assim espírito de cientista", conta Ricardo. 
Mesmo acostumados com a vida simples no sítio, os pais do Ricardo sabem que para levar o sonho dele adiante vão ter que se mudar. Ano que vem, o estudante não terá mais professor em casa, porque estará no Ensino Médio e a escola mais próxima fica a 24 quilômetros de distância.
Por causa das condições da estrada, Ricardo não consegue sair de casa na cadeira de rodas e então era levado em um carinho de mão.  pelo pai. Depois que a história do estudante foi mostrada no Fantástico, a prefeitura de Várzea Alegre prometeu levar a família para a área urbana do município, onde Ricardo vai ter uma casa com todas as despesas pagas, uma cadeira de rodas motorizada e vai poder freqüentar uma escola.
Ofertas de tratamento médico, odontológico e material didático vieram de várias cidades do Brasil. Ricardo está feliz, mas lembra que a doação que ele mais precisa receber é aquela que não tem preço.
"O maior presente que eles poderiam me dar é o apoio mesmo, o incentivo, porque é isso que a gente precisa para seguir na vida", diz Ricardo.

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